Processo de Construção
- No início do segundo semestre, demos início ao processo de construção dos nossos três jogos, um trabalho que exigiu planeamento, organização e colaboração contínua. A primeira etapa consistiu na elaboração de um cronograma detalhado do projeto, onde definimos todas as datas e as respetivas fases de desenvolvimento que pretendíamos alcançar dentro desses prazos. Este cronograma funcionou como uma ferramenta orientadora ao longo de todo o processo, permitindo-nos manter o foco e garantir uma progressão coerente do trabalho.
- Com as datas definidas, procedemos a uma overview da estrutura dos desafios, organizando-os em duas grandes áreas do conhecimento matemático: Números Naturais e Geometria. Em cada uma destas áreas, desenvolvemos dois desafios, totalizando cerca de 10 exercícios interativos por jogo. A estrutura dos jogos foi cuidadosamente pensada para apresentar uma progressão gradual de dificuldade, começando com atividades mais simples e lúdicas — que incluem elementos visuais como frutas, legumes ou robôs aspiradores — e evoluindo para exercícios mais exigentes, que requerem maior raciocínio lógico e resolução de problemas, como contas e associações complexas.
- Posteriormente, passámos para a fase de elaboração dos guiões pedagógicos dos desafios, onde cada jogo recebeu um nome próprio e foram definidos os seus objetivos pedagógicos, as aprendizagens essenciais que se pretendia desenvolver, bem como a narrativa que serviria de fio condutor para o envolvimento dos alunos. Nesta fase, detalhámos também os conteúdos de cada exercício, descrevendo de forma clara e precisa os desafios propostos, os tipos de interação e os elementos visuais envolvidos. Incluímos ainda as descrições completas das imagens que iriam compor o ambiente visual dos jogos, de modo a garantir uma comunicação clara com o ilustrador.
- A fase seguinte foi a produção prática dos jogos, que teve lugar na plataforma ubbox, uma ferramenta interna utilizada pela equipa da ubbu para construir e programar os conteúdos interativos. Esta plataforma permitiu-nos aplicar diretamente os guiões previamente elaborados, transformando-os os nossos jogos.
- Com os guiões prontos e os jogos em construção, elaborámos os pedidos de ilustração destinados ao ilustrador Allexandro. Estes pedidos incluíram descrições detalhadas de todas as imagens que pretendíamos integrar nos nossos jogos — desde cenários, personagens, objetos, até elementos decorativos — assim como os assets necessários. (Assets são os elementos gráficos que compõem os jogos, como ícones, botões, personagens, objetos ou fundos visuais.) Recebemos, posteriormente, o feedback do ilustrador, o que nos permitiu alinhar as imagens finais com a proposta pedagógica e estética dos jogos.
- Após esta fase, começámos a introduzir os conteúdos e elementos gráficos na plataforma interna da ubbu, conhecida como "backoffice". (O backoffice é uma interface de gestão interna onde os jogos são carregados, organizados e preparados para serem disponibilizados na plataforma final acessível aos alunos e professores.) Esta etapa foi essencial para podermos visualizar os nossos desafios tal como seriam apresentados aos utilizadores.
- Com os jogos já carregados na plataforma, realizámos uma revisão dos desafios, com o intuito de identificar e corrigir possíveis erros de funcionamento (bugs de jogo), gralhas textuais ou incoerências nas imagens. Esta revisão permitiu-nos garantir que os jogos apresentavam uma boa jogabilidade, coerência visual e qualidade pedagógica.
- Finalmente, planeámos a avaliação dos jogos, com o intuito de recolher dados relevantes na fase piloto. Para tal, construímos uma tabela de avaliação com base nos objetivos do projeto e elaborámos questionários dirigidos tanto às crianças como aos professores. As questões procuraram explorar a perceção dos utilizadores em relação à temática dos nossos desafios — a matemática — bem como a experiência de jogo em si. A recolha destas opiniões será fundamental para a análise crítica e para possíveis melhorias futuras (aba a seguir...)
